quinta-feira, junho 30, 2005

"Não dá jeito agora o bebé, não é?..."

Escrito por Elise às 11:00 da manhã

10 Comments:

não sentes empatia pq? explica-te rapariga!
Anonymous Cetus, at junho 30, 2005 2:11 da tarde  
" explica-te rapariga!"

Agora não dá jeito!*


*resposta congruente com o título deste post.

Não dá jeito!
Blogger Elise, at junho 30, 2005 3:47 da tarde  
tens de explicar, quem faz um aborto não o faz de animo leve, e não é uma decisão assim tão facil
Anonymous Cetus, at junho 30, 2005 10:27 da tarde  
Cetus, a sociedade tem de criar as condições para que uma gravidez indesejada se torne numa alegria.

Encaro como uma verdadeira derrota para a Mulher o aborto porque o companheiro não aceita a criança, o aborto porque a família tem vergonha, ou o aborto porque a mulher pode ser despedida.

Mas não penses que não há mulheres que abortam de ânimo leve.

Até tenho umas histórias para contar.A mais chocante é de uma que abortou duas vezes no espaço de poucos meses porque tomar a pílula e obrigar o companheiro a usar preservativo não dava jeito.

O objectivo deve ser o de preservar a vida, e de criar condições dignas para a mulher. Não o de promover o aborto como método contraceptivo ou ceder a pressões machistas e arcaicas da sociedade.
Blogger Elise, at junho 30, 2005 11:18 da tarde  
Obrigada pela referência, Elise.

Parece que somos da mesma opinião em relação ao aborto. Como posso ser a favor de uma coisa quando, ando dois anos a tentar engravidar e a fazer exames à minha custa "porque a infertilidade não é uma doença" e aceitar que se legalize o aborto porque há imensa gente a quem o uso do preservativo não dá jeito?!...
Blogger mamã Diana, at julho 01, 2005 10:12 da manhã  
calma lá, o aborto se for legalizado é o ultimo recurso e após avaliados todos os factores, eu sou a favor da despenalização do aborto, mas penso que quem deveria decidir isso seriam as mulheres em idade fértil, e só essas.
Anonymous Cetus, at julho 01, 2005 11:46 da manhã  
Sim mamã, somos da mesma opinião. :)

Cetus, na bandalheira que é este país o que te garante que o aborto será o último recurso?

E acho que todos têm uma palavra a dizer.

beijos aos dois
Blogger Elise, at julho 01, 2005 12:20 da tarde  
Mal qual último recurso?
Último depois de estar grávida?
Último recurso de planeamento , ou anticoncepção?
O que não consigo ouvir é o argumento que a mulher é dona do seu corpo em relação ao aborto, sendo dona da decisão do resto, depois de estar grávida.
Tenho assistido a situações dramáticas, por exemplo adolescentes grávidas aos 13, 14 anos, de famílias em que a promiscuidade, é a regra, e onde há verdadeiros casos de polícia, mas a miséria não explica tudo...
No entanto as crianças vão sendo vigiadas dentro do possível.
O analfabetismo funcional hoje é superior ao analfabetismo do fim do Estado Novo e talvez explique muita coisa, inclusivé, deveria ser lembrado aos secularistas evangélicos da esquerda, onde os sindicatos dos professores se apoiam maioritariamente, e de onde sempre têm chegado, as pseudo reformas do ensino, não reformando coisa alguma e levando à banalização da profissão de professor.
A questão do aborto, é hoje discutida de ânimo leve como o são outros aspectos da vida des/humana, por exemplo a família.
Seria interessante perguntar a nós próprios, porque razão os neoconservadores ganham eleições, e porque carga de água, se devem casar pessoas do mesmo sexo e chamar a isso de casamento e não um outro tipo de contrato,se entendermos casamento como um contrato,(sentido estrito, ou de direito comum); por exemplo casagay. Por aqui me fico, sem ofensa a cetus, mas a toupeira por vezes tem pêlo na venta, peço que me desculpem.
Anonymous Toupeira, at julho 03, 2005 11:42 da tarde  
"O que não consigo ouvir é o argumento que a mulher é dona do seu corpo em relação ao aborto, sendo dona da decisão do resto, depois de estar grávida."

Também não amigo toupeira, também não. Há quem se refugie no feminismo para afirmar isso.enfim.

" A questão do aborto, é hoje discutida de ânimo leve "

plenamente de acordo. no outro dia li uma notícia que referia 35000 abortos por ano na suécia. de uma forma diria quase leviana, encaravam o aborto de 35000 fetos algo normal, porque estamos a falar dos direitos da mulher. Fiquei estupfacta.

Obrigada pela visita e pela opinião, toupeira.
Blogger Elise, at julho 05, 2005 11:40 da manhã  
lawsuit inherently explored acnatsci evans chamber lipsticks turbhe dots budgetary viennese
semelokertes marchimundui
Anonymous Anónimo, at dezembro 22, 2009 3:37 da manhã  

Add a comment

Links to this post:

Criar uma hiperligação