quinta-feira, abril 13, 2006

Vulgarização da Violência?

Escrito por Elise às 9:26 da manhã

7 Comments:

Admito que fiquei na dúvida, daí não ter sequer tentado postar algo sobre o assunto..

Também acho que há alternativas ao castigo físico. Porém, muitas vezes o retirar de privilégios não é percebido como castigo. A dor, por seu lado, transmite uma mensagem óbvia. Não acho que as estaladas sejam de uma violencia exacerbada.. Claro que não falo de negras ou de inchaços.. Mas por vezes é a reacção mais instantanea e que permite, por vezes, uma melhor compreensão por parte da criança de que "passou mesmo o risco".

Com crianças deficientes não sei.. e por isso mesmo concordo em absoluto com o teu ultimo paragrafo. 15 crianças a cargo, sem formação.. Há algo que não bate certo.
Blogger Tiago Alves, at abril 13, 2006 12:00 da tarde  
o castigo físico acaba por ensinar que a violência faz parte da vida. muitos dos agressores foram tambem eles vítimas de agressão enquanto crianças (devemos entender mas não desculpar, como éóbvio).

o que achas que tem mais efeito? uma semana sem o brinquedo favorito ou uma palmada no rabo?

a mensagem do castigo não físico é mais forte. se não obedeces às regras não usufruis dos orivilégios. se não sabes viver em sociedade não usufruis dos direitos.

seria uma dicussão interessante.

abraço.

ps- tenho um horror a estalos.
Blogger Elise, at abril 13, 2006 12:13 da tarde  
Elise, gostei do post, porque o entendi mais como um convite à reflexão do que como um receituário milagroso para educar crianças.
Não é fácil, e não é linear. A violência não é forma de educar, mas a passividade, o desleixo e o desinteresse são também uma forma de violência, ainda que não física.
Blogger Aves Raras, at abril 13, 2006 2:53 da tarde  
aves raras, a questão é que actualmente é possível educar uma criança com o mínimo de violência. as dicas que indiquei não fazem milagres instantâneos, mas a longo prazo surtem um maior efeito. exigem sobretudo muita coerência por parte dos educadores.

adiciono que um educador que deixa passar em branco comportamentos reprováveis mas assegura os cuidados básicos à criança é mais permissivo do que negligente. e educadores permissivos criam futuros adultos incompetentes e imaturos.

educadores autoritários (que abusam do castigo fisico) criam adultos agressivos.

este é um tema que gostaria de aprofundar.


abraço!
Blogger Elise, at abril 13, 2006 3:26 da tarde  
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Blogger Aves Raras, at abril 13, 2006 5:22 da tarde  
Abusar do castigo fisico é violência. De acordo. A minha questão é se duas palmadas no rabo são sempre violência; se são sempre um abuso do castigo físico. Eu acho que depende da circunstância, em parte, mas também depende muito da "intenção" e da intensidade.
Eu acho que os "cuidados básicos" vão para além de dar comida à criança (e se não quiser, não come) ou levá-la ao médico quando está doente. A educação é um "cuidado básico", e é por isso que ser pai/mãe/professor é mais difícil que ser avô/avó/tio/tia/etc.
Pelo menos, penso eu de que... :-)
Blogger Aves Raras, at abril 13, 2006 5:23 da tarde  
eu ajudei a educar dois sobrinhos, e também dei palmadas. mas depois de ter adquirido experiência académica e profissional, as estratégias mudaram.

os meus sobrinhos já sabem o que esperar de mim quando se portam bem ou quando se portam mal.

nesta casa podem jogar playstation, ver tv, brincar com as gatas, etc. se se portam mal, ficam sentados a olhar para o tecto.

é raro portarem-se mal quando estou perto. porque tento ser coerente e consistente nos meus castigos,

mas foi algo que construi ao longo dos anos.

a palmada no rabo não é tão produtiva a longo prazo,

***

duas palmadas com que frequência? e em que situações? porque não come a sopa? porque fez birra?

há pais que batem diariamente nos filhos.isso para mim é violência. depois os miúdos vão para a escola e muitas vezes batem nos colegas.

é um ciclo.

e se há alternativas, especialmente para crianças mais velhas entao porque insistir na palmada?


***

um pai negligente não se preocupa minimamente com o filho. um pai permissivo preocupa-se mas comete erros.

se há algo que aprendi é que a maior parte dos pais quer o melhor dos filhos, por isso um pai permissivo, ou até autoritário pode mudar estrtégias parentais se lhe for explicado porque deve agir daquela maneira quando o filho não come a sopa.infelizmente há profissionais que tratam os pais como inimigos desnecessariamente.

no fundo todos queremos o bem das crianças. e se for possível erradicar o castigo físico, tanto melhor.

abraço! mais um!
Blogger Elise, at abril 13, 2006 5:52 da tarde  

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